A SES (Secretaria de Estado de Saúde) reuniu lideranças para avançar na construção de um plano de ação voltado à organização do cuidado oncológico na Macrorregião da Costa Leste. Durante dois dias de imersão, em Três Lagoas, gestores e profissionais discutiram a rede existente, os principais gargalos e as responsabilidades de cada área para tornar o atendimento mais integrado e resolutivo.
A iniciativa faz parte de um processo de regionalização que busca olhar para além da oferta isolada de serviços e compreender como o paciente percorre toda a rede de saúde, desde a suspeita da doença até o tratamento e o acompanhamento.
Da análise da rede ao cuidado do paciente
A proposta parte de uma mudança de perspectiva: em vez de analisar apenas onde existem serviços, a Secretaria passa a observar como eles se conectam e quais obstáculos podem dificultar o atendimento no tempo adequado.
Na Costa Leste, a oncologia foi definida como uma área prioritária para esse trabalho. O objetivo é compreender a capacidade instalada, os fluxos de encaminhamento, os tempos de espera, os contratos, os deslocamentos e os pontos em que o percurso do paciente pode ser aprimorado.
Para o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, a regionalização exige que Estado, municípios e União deixem de analisar os problemas de forma isolada e construam soluções de maneira integrada.
“Quando a gente olha para o todo e trabalha de forma integrada, consegue construir soluções melhores. Precisamos unir esforços entre Estado, municípios e União para encontrar, juntos, as respostas para os desafios da saúde”.
Liderança para transformar a rede
A programação da imersão, realizada nos dias 5 e 6 de outubro, trabalhou aspectos como direção estratégica da SES, leitura do sistema de saúde, interdependência entre áreas, riscos para a execução do Plano de Ação e contribuição de cada setor para a regionalização.
A secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou que a transformação da rede depende também do alinhamento entre as pessoas que atuam em diferentes áreas da Secretaria.
“A nossa missão é transformar a vida das pessoas. Por isso, a gente precisa trabalhar junto, com propósito, sem perder de vista que todo esse esforço tem um destinatário: o cidadão”.
Segundo ela, a regionalização precisa ser conduzida com base em informações confiáveis, ciência e tecnologia, mas também com capacidade de articulação e compromisso com quem utiliza o SUS.
Costa Leste no centro de uma nova organização
O trabalho desenvolvido na região também considera as transformações pelas quais a Costa Leste passa e a necessidade de que os serviços públicos acompanhem as demandas do território.
A Assessora Executiva de Gabinete da SES, Danielle Ahad, ressalta que a organização regional da saúde precisa acompanhar esse cenário.
“Quando olhamos para a Costa Leste, precisamos considerar a dinâmica do território e as necessidades que surgem a partir dela. Regionalizar é integrar municípios, serviços e diferentes áreas para construir uma rede capaz de responder de forma organizada às demandas da população”.
A proposta, nesse sentido, não se limita à criação ou ampliação de serviços. O primeiro passo é compreender como a rede funciona atualmente e, a partir dessa leitura, estabelecer prioridades, responsabilidades e ações possíveis.
André Lima, Comunicação SES
Fotos: André Lima

