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Cirurgias bariátricas pelo SUS serão retomadas no Piauí; 88 estão na fila de espera

Após oito meses de suspensão, o Hospital Getúlio Vargas (HGV) vai retomar os procedimentos de cirurgias bariátricas nos primeiros meses de 2020. A recente portaria nº 3.411 do Ministério da Saúde, habilitou o HGV como Unidade de Assistência de Alta Complexidade ao Indivíduo com Obesidade para Cirurgias Bariátricas.

A portaria facilita o acesso ao tratamento cirúrgico da obesidade no Piauí pelo Sistema Único de Saúde. O Ministério da Saúde vai passar a co-financiar as cirurgias. O diretor geral do HGV,Gilberto Alburqueque, adianta que no início de janeiro a licitação de aquisição de materiais para a realização de cirurgias será concluída e o serviço retomado definitivamente.

“A cirurgia bariátrica é um programa especial do governo do Estado. Foi liberado um recurso no tesouro estadual para que a gente realizasse a licitação dos materiais.  Dentre essa licitação existe o teste do material, que fizemos dia 30 de novembro,  e confirmou que a empresa vencedora tem condição de fornecer o material. Então será concluída agora a licitação. Esperamos que seja concluída no início de janeiro e que possamos retomar definitivamente essa cirurgias”, explica Gilberto Alburqueque.

No HGV, 88 pacientes com obesidade mórbida aguardam ser submetidos a cirurgia bariátrica. O diretor do Hospital Getúlio Vargas esclarece que o paciente precisa ter condições clínicas para realizar o procedimento cirúrgico.

“A pessoa deve fazer uma consulta no médico da região, o médico encaminha para a central de regulação de leitos para  marcar uma consulta de obesidade. A equipe consulta, passa por psicólogo, serviço social e outros profissionais. Se definirem necessidade e condições clínicas do pacientes entra na fila e aguarda a cirurgia”, explica o diretor.

O Ministério da Saúde orienta que entre as indicações para cirurgias bariátricas estão os pacientes que apresentam Índice  de Massa Corporal (IMC) maior que 40 Kg, com ou sem comorbidades,  “sem sucesso no tratamento clínico longitudinal realizado, na Atenção Básica e/ou na Atenção Ambulatorial Especializada, por no mínimo dois anos e que tenham seguido protocolos clínicos”.

O Ministério da Saúde alerta que o paciente e seus responsáveis “devem compreender todos os aspectos do tratamento e assumirem o compromisso com o segmento pós-operatório, que deve ser mantido por tempo a ser determinado pela equipe”.

Fonte: Cidade Verde

 

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