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CNPq cancela bolsas para o IFPI e pró-reitor diz que Piauí corre risco de ‘apagão’ no ensino


O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) fez o cancelamento sumário de bolsas de iniciação científica destinadas ao Instituto Federal do Piauí (IFPI).  José Luis Silva, pró-reitor de pesquisa, pós-graduação e inovação da instituição, conta que não há previsão para o retorno e que o Piauí corre risco de um “apagão” não só na pesquisa, mas no ensino público em geral.

“O IFPI destaca que todos os editais vinculados ao CNPq ou a Capes só são lançados após a garantia de serem implementados e assim o fizemos. Lançamos o edital no último mês, fizemos a seleção e entre a seleção e o resultado fomos noticiados com o cancelamento sumário de todas as bolsas […] não foi dada previsão para o retorno. Inclusive, fomos noticiado do cancelamento sumário das bolsas no momento em que nossos editais já haviam sido lançados e a seleção feita. Pensamos muito a respeito disso e achamos por bem não cancelar de imediato o edital na esperança que, caso se reverta essa situação, nós já tenhamos os projetos para serem implementados”, disse José Luís.

Em entrevista ao Notícia da Manhã, desta segunda-feira (02), o pró-reitor conta que não houve comunicação prévia e a justificativa para o cancelamento foi a falta de recursos.

“Não temos como mensurar o impacto para a pesquisa a nível de Brasil. O IFPI faz parte de uma rede de institutos federais e um levantamento prévio entre pró-reitores detectou que quase 500 bolsas foram cortadas. O impacto é seríssimo. Para os  alunos é quase imensurável. Há dados que 80% dos nossos alunos, inclusive esses que buscam iniciação científica, são oriundos das classes D e E. Não é função primeira da iniciação científica auxílio a aluno de baixa renda, mas na prática isso acontece em um estado como o Piauí”, disse Silva.

No primeiro semestre, o Governo Federal já havia anunciado o contigenciamento do orçamento da Educação nas áreas de pesquisas e ações de extensão. José Silva diz que o impacto começará a ser sentido de maneira mais forte agora no segundo semestre e reforça o risco de um ‘apagão’ por conta da ausência dos recursos.

“Corremos um sério risco de um apagão por conta da ausência dos recursos. A sociedade brasileira tem acompanhado o corte ou ou contigenciamento, como queriam chamar, de recursos destinados não só à pesquisa, mas ao ensino público de modo geral e isso, infelizmente, passa a ser sentido a partir de setembro uma vez que os primeiros meses do ano já tinham uma previsão orçamentária e as instituições tinham se organizado para funcionar. O recurso contigenciado passa a ser sentido com mais força a partir de agora. Esses cortes em um país como o Brasil, em uma realidade como o Piauí, por exemplo, nós corremos um sério risco de vivermos um apagão não só na pesquisa, mas no ensino público de forma geral”, concluiu o  pró-reitor de pesquisa, pós-graduação e inovação do IFPI.

Fonte: Cidade Verde

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