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Médicos cubanos atendem pacientes em cidades do interior do Piauí — Foto: Gilcilene Araújo/G1

Cubanos representam 61% dos profissionais do Mais Médicos no Piauí

Atualmente 203 médicos cubanos trabalham em cem municípios do Piauí. Cidades como Morro Cabeça do Tempo, Avelino Lopes e Guaribas contam apenas médicos cubanos.


A saída de Cuba do programa Mais Médicos preocupa os gestores e autoridades de saúde do Piauí. A decisão do governo cubano deve provocar a saída de 203 médicos cubanos que trabalham no Piauí, que atuam em cem municípios do estado. Em alguns municípios do Sul do estado, há apenas médicos cubanos.

61% dos profissionais que fazem parte do programa Mais Médicos no Piauí são cubanos. Em cidades do sul do Piauí, como Morro Cabeça do Tempo, Avelino Lopes, Guaribas e Santa Filomena há apenas médicos cubanos para atender a população. Os profissionais de Cuba atendem a cerca de um milhão de piauienses.

A coordenadora do programa no Piauí, Edvane Braga, disse que a saída dos médicos causa um grande prejuízo para o estado. “O que temos conhecimento é a nota do Ministério da Saúde, dizendo que será lançado um edital para reposição dessas vagas. Nossa preocupação é que esse processo de edital não é tão rápido”, disse Edvane.

Segundo ela, a população dessas cidades se habituou com os médicos do programa, que residem nas cidades onde trabalham, e trabalham semanalmente atendendo nos postos e em visitas domiciliares. “Em municípios em que o médico ia uma vez a cada 15 dias, uma vez no mês, essa população está acostumada”, explica.

O presidente da Associação Piauiense de Municípios (APPM), o médico Gil Carlos, comentou que a tarefa de substituir os médicos cubanos não será fácil. “Temos 34 vagas no programa Mais Médicos destinadas a brasileiros, e não conseguimos convencer o médico brasileiro a aceitar essas vagas”, disse.

Para Gil Carlos, a formação dos médicos brasileiros, focada na especialização, afasta os profissionais das pequenas cidades, onde se pratica uma medicina mais simples, mas muito importante. “80% dos programas de saúde podem ser resolvidos por um médico com formação generalista”, disse.

Fonte: G1 Piauí

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