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“Ninguém cria filha para outro matar”: famílias de Camilla e Iarla lutam e sofrem juntas


O olhar de Dulcineia Lima é inquieto e triste mas não demonstra sinais de se conformar com o vazio profundo que é ter uma filha morta. Ela, assim como Jean Carlos Abreu, vivem agora para honrar a memória daquelas que se foram, deixando não uma dor qualquer, mas a maior das dores possíveis (como se houvesse possibilidade de mensurar): ter uma parte de si, um sangue do próprio sangue, apagada pela violência injustificada. Dulcineia é mãe de Iarla Lima. Jean Carlos é pai de Camilla Abreu. Os verbos não podem estar no passado porque não se deixa de ser mãe ou pai, mesmo que os filhos não estejam mais presentes há décadas.

Em menos de seis meses, esses dois casos de feminicídio chocaram o estado do Piauí e chamaram a atenção do poder público para a recorrência. Partia vitima do machismo do namorado, há cinco meses, a jovem estudante de arquitetura Iarla Lima Barbosa. Há aproximadamente 30 dias, foi o fim trágico e cruel da estudante de direito Camilla Abreu, assassinada também pelo namorado, o capitão da Polícia Militar do Piauí, Allisson Wattsson.

Passado um mês da morte de Camilla, o silêncio na residência de Cecília Sousa, na zona Sudeste de Teresina, demonstra o vazio deixado pela sua “neta do meio”. O namoro, volta e meia com demonstrações de violência e possessividade,  para sua avó, foi uma escolha errada. “Eu criei ela como se fosse filha, e minha neta fez uma escolha errada, tão jovem…”, disse Cecília com os olhos cheios de lágrimas.

Dona Dulcineia, mãe de Iarla Lima, visualizando suas últimas mensagens da filha no WhatsApp (Foto: Salomão Prado/OitoMeia)

No entanto, o lado violento e machista pode surgir repentinamente, até daquele que acabara de pedir-lhe em namoro com direito a rosas. Foi o caso da Iarla, que há uma semana do seu assassinato iniciou o namoro com o então tenente do Exército José Ricardo da Silva Neto, e friamente perdeu a vida pelas mesmas mãos que lhe haviam entregue um buquê de rosas vermelhas no dia 12 de junho. “Ela me mandou uma mensagem no WhatsApp dizendo que ele tinha pedido ela em namoro, que tinha ido jantar em um restaurante chique, e que tinha ganho um buquê de rosas. Ela me contou muito feliz… Aí perguntei se tinham tirado foto juntos, e ela me disse que ‘não’ porque ficou com vergonha”, relembrou Lucileia Lima, mãe de Iarla.

A espera de justiça, as duas famílias seguem com a ausência das futuras advogada e arquiteta, e com os seus caminhos sempre cruzando-se em caminhadas por paz e justiça, idas à tribunais, delegacia, e a protestos em frente a instituições de Segurança, como ocorreu na primeira semana de novembro em frente ao Quartel do Comando Geral da Polícia Militar do Piauí.

              “Ela me mandou uma mensagem no WhatsApp dizendo que ele tinha pedido ela em namoro, que tinha ido jantar em um restaurante chique, e que tinha ganho um buquê de rosas”

Jordy Mesquita, segurando o cartaz com a foto de sua prima, vítima de feminicídio, Iarla Lima (Foto: Salomão Prado/OitoMeia)

COMO ESTÃO LUTANDO POR JUSTIÇA

Ouvidos pelo OitoMeia, os familiares das duas jovens, agora vivenciam a fase dos desdobramentos do poder judiciário. E o sentimento, demonstrado por parte dos pais, amigos e outros parentes, é que a justiça será feita. No caso Iarla, durante um dos intervalos do julgamento de instrução do acusado Silva Neto, na última quarta-feira (22/11), Dulcineia Lima disse acreditar na possibilidade do assassino de sua filha ir a júri popular, e servir de exemplo para outros homens.

“Pelas testemunhas, a gente está vendo que ele possa ir a júri popular, e é o que a gente quer. Que ele seja punido na forma da lei. Na realidade, nosso sentimento não é de vingança, somente justiça, para que não haja outros casos. Eu acredito que com a punição dele, casos como esse podem diminuir”.

A falta de explicações para tal atitude covarde e machista, gera um grande desconforto em Dulcineia. Mas, justiça sendo feita, segundo ela, seu coração acalmaria. “Eu gostaria muito que ele falasse comigo e me dissesse alguma coisa, pelo fato da minha outra filha ter dito: ‘Mãe, ele foi até no carro beijando a Iarla, de mãos dadas e chegando lá, entrou, depois já foi falando alterado…’ Se a justiça acontecer, meu coração ficaria mais calmo”, afirmou.

Pela veracidade das testemunhas, as provas materiais e toda uma pressão sob os fatos, o juiz Antonio dos Reis Noleto, responsável pelo julgamento afirmou que “é quase 100% de certeza que ele vá a júri popular”.

Jean Carlos, pai de Camilla Abreu, pediu até ao governador que não deixasse o caso sair impune (Foto: Salomão Prado/OitoMeia)

Para não deixar o crime impune, o cabeleireiro Jean Carlos que é pai de Camilla, revelou tentativas de audiência até com o governador Wellington Dias, em busca de justiça. Ele, que aniversariou no dia 7 de novembro, contou que o seu presente foi o atestado de óbito de sua filha. “Nunca imaginei que no meu aniversario iria receber um atestado de óbito de um filho meu. E foi justamente nesse dia em que saiu o atestado dela [Camilla Abreu]”, disse Jean, completando: “Por justiça a morte da minha filha, fui até no gabinete do governador já, mas ele não estava e pedi ao secretário de Merlong Solano e ao comandante da PM, coronel Carlos Augusto, que vejam esse caso e não deixem ele [Allisson Wattsson] dentro da Polícia”.

Dias difíceis vivem a família de Jean. Segundo o cabeleireiro, as recordações de todas as fases de sua filha passam como um filme em sua mente, e quando cai em si bate a revolta: “Ninguém cria filha para outro matar”.

Segundo o cabeleireiro, as recordações de todas as fases de sua filha passam como um filme em sua mente, e quando cai em si bate a revolta: “Ninguém cria filha para outro matar”.

Camilla Abreu foi vítima do próprio namorado, um capitão da PM-PI (Foto: Reprodução)

A VIDA NA PRISÃO: POLÍCIA NEGA PRIVILÉGIOS A ALLISSON, JÁ TENENTE LÊ A BÍBLIA

Notadamente, a população se questiona: “Mas e aí, como estão os assassinos? Será que por serem militares estão gozando de privilégios ?”. O OitoMeia ouviu fontes e testemunhas que estiveram com um dos acusados e também buscou a assessoria da Polícia Militar para saber em específico das informações de que Allisson Wattsson estaria sob prisão com privilégios indevidos.

Camilla Abreu recebeu últimas homenagens

(Foto: OitoMeia)

Em meio a boatos de tentativas de suicídio e de até soltura, a assessoria de comunicação da PM-PI informou que o capitão Allisson Wattsson, acusado de assassinar Camilla Abreu, segue preso nas dependências do quartel da polícia, e nega qualquer tipo de privilégio, como televisão ou outros utensílios eletrônicos. Além disso, a assessoria também nega que o acusado tenha tentado algo contra a própria vida.

Segundo fontes do OitoMeia, o ex-tenente do Exército esteve durante todo esse tempo em uma cela escura, apenas recebendo visita de familiares, uma psicóloga e um padre. Em decorrência da alta temperatura de Teresina, foi liberado o uso de um ventilador.

Mas, ainda segundo a mesma fonte, este só está sendo ligado pela parte externa da cela, pois o comando do 2º BEC teme que o acusado de assassinar Iarla utilize-o para tentar algo contra sua vida.

Em depoimento colhido na audiência de instrução do caso de Iarla, testemunhas falaram também que Silva Neto se nega a falar sobre o caso. Entretanto, chora e pede leitura da Bíblia.

Segundo fontes do OitoMeia, o ex-tenente do Exército esteve durante todo esse tempo em uma cela escura, apenas recebendo visita de familiares, uma psicóloga e um padre. Em decorrência da alta temperatura de Teresina, foi liberado o uso de um ventilador.

Ex-tenente do exército continua nas dependências do Exército após ter matado a namorada Iarla Lima / (Foto: Montagem / OitoMeia)

PERFIS DISTINTOS COM MACHISMO IGUAIS

A representante da Comissão da Mulher na OAB-PI e advogada de acusação no caso Iarla, Karla Oliveira, tem aprofundado seu conhecimento no âmbito de casos de homens que matam mulheres. Paralelo a isso, vem acompanhando os dois casos relatados nesta reportagem e avalia: “Eles matam as mulheres por isso, por esse sentimento de posse, por achar que sua reputação está abalada por ser contrariado”. E, em ambos os casos, foram registrados essas características, que se qualificam como crime por feminicídio.

Karla Oliveira, advogada de acusação da família de Iarla Lima, durante audiência do acusado do crime (Foto: Salomão Prado/OitoMeia)

Para a advogada, esse sentimento de posse que resulta em agressões, humilhações são também características de psicopatia, em específico o caso de Iarla. “Ele tirou a vida dela porque ela dançou com o amigo dele [tenente] na sua frente. Ele se sentiu com a autoestima ferida, e se vingou atirando na Iarla, na irmã e em sua amiga”, disse.

Ela ressalta que isso demonstra mais brutalidade. “Foi um montante de ciúmes de uma pessoa com atitudes psicopatas. Porque o homem que mata uma mulher, porque quer ter posse sobre ela, quando ela faz algo que sai do seu poder, ele a agride, humilha, bate, causa alguma lesão ou então pratica o feminicídio, isso são atitudes de um psicopata”.

“Foi um montante de ciúmes de uma pessoa com atitudes psicopatas. Porque o homem que mata uma mulher, porque quer ter posse sobre ela, quando ela faz algo que sai do seu poder”

COMO DENUNCIAR VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO PIAUÍ

Muitos casos terminam de forma trágica porque não são denunciados. A vítima, temendo o pior, opta por resolver o problema por conta própria e não se dá conta do quão longe já chegou frente àquela situação que está passando. Muitas nem sabem como denunciar e ficar à mercê dos agressores. O OitoMeia elaborou uma lista com os números de emergência disponíveis para que a vítima ou quem presencie alguma situação denuncie.

Salve Maria

O aplicativo Salve Maria foi lançado em março pelo governador Wellington Dias. Em seis meses, 49 denúncias já foram realizadas por meio da ferramenta, segundo dados levantados pela equipe técnica da Agência de Tecnologia da Informação. Com o objetivo de combater crimes de violência contra a mulher, qualquer cidadão pode baixar gratuitamente a solução tecnológica e usar para denunciar, inclusive, anexando arquivos de texto, áudio, fotos e vídeo. Ao todo, o aplicativo já foi baixado na Play Store 2.404 vezes.

Aplicativo Salve Maria / (Foto: Divulgação)

Além dos aplicativos, há outras formas de pedir ajuda. A Polícia Militar é responsável pela segurança da população e por impedir que crimes ocorram. Como forma de prevenção, a PM faz o policiamento ostensivo, isso quer dizer que ela vai às ruas e circula pelos lugares públicos, buscando sempre garantir a paz e a tranqüilidade das pessoas.

Logo, para aqueles que se encontram em um ambiente público ou mesmo em sua residência e notar alguma atividade ou pessoas em atitudes suspeitas, basta entrar em contato com a polícia atráves dos números abaixo:

POLÍCIA MILITAR DO PIAUÍ

1º Batalhão da Polícia Militar do Piauí Rua David Caldas s/n – Centro – Teresina – PITel: (86) 3216-1250/3228-1799

5º Batalhão da Polícia Militar do Piauí Rua Des Adalberto C Lima, s/n – Ininga – Teresina – PITel: (86) 3216-1282

6º Batalhão da Polícia Militar do Piauí Rua D, s/n – Distrito Industrial – Teresina – PITel: (86) 3216-1420 / 3220-3375

8º Batalhão da Polícia Militar do Piauí Rua Antônio Gomes Chaves, 36 – Itararé – Teresina – PITel: (86) 3235-5337

9º Batalhão da Polícia Militar do Piauí Av. Boa Esperança, s/n – São Joaquim – Teresina – PITel: (86) 3216-1410 / 3224-6644

2ª Companhia do 9º Batalhão da Polícia Militar do Piauí Av. Alameda João Izidoro França, s/n – Bairro Poty Velho – Teresina – PITel: (86) 3225-3066

13º Batalhão – Santa Maria da Codipi Rua Francisco Magnólia, s/n – Teresina-PITel: (86) 3211-1145

2ª CIPM – PROMORAR 2ª Companhia Independente da Polícia MilitarAv Transversal, s/n – Promorar – Teresina – PITel: (86) 3216-1422 / 3220-5855

CIPTran Companhia Independente de Policiamento de TrânsitoTel: (86) 8867-5042

O comando da Polícia Militar, para aproximar a vítima do socorro, disponibiliza os contatos através do aplicativo WhatsApp também. Confira se a sua região é contemplada:

UNIDADE / ZONA / WHATSAPP190 /9 8851 1958 /9 8851 1968

1º BPM CENTRO86 9 8858 1358Comandante do Batalhão86 9 8877 1624Coordenador – WhatsApp86 9 8851 19671º BPM Força Tática I

5º BPM ZONA LESTE86 9 8851 2267   Comandante do Batalhão86 9 8875 7725   Coordenador – WhatsApp

6º BPM – ZONA SUL86 9 8824 3341  Comandante do Batalhão86 9 8858 1190  Subcomandante do Batalhão86 9 9453 5706 Coordenador – WhatsApp

Companhia Independente de Polícia do Promorar86 9 8851 2054 Comandante do Batalhão86 9 9496 1646 Coordenador – WhatsApp

9º BPM ZONA NORTE86 9 8851 2138Comandante do Batalhão86 9 8875 4909Coordenador – WhatsApp

13º BPM SANTA MARIA DA CODIPI86 9 8851 2127 Comandante do Batalhão86 9 8875 5163Coordenador – WhatsApp

Agora, se a sua ocorrência envolver um policial, você pode entrar em contato com a Corregedoria através dos contatos: (86) 3223-5947 / (86) 8851-2365.

Delegacia Geral no Piauí / (Foto: Ricardo Morais/OitoMeia)

POLÍCIA CIVIL DO PIAUÍ

A Polícia Civil é aquela que atua depois que um crime ocorre, buscando esclarecer o que aconteceu. Em seu trabalho cotidiano, a Polícia Civil registra as ocorrências, coletando as primeiras informações por meio do Boletim de Ocorrência (BO) e, em seguida, passa a elaborar o Inquérito Policial (IP).

Se você já foi vítima de um crime o certo agora é procurar uma delegacia mais próxima de você. Confira na lista abaixo as delegacias e quais as especialidades de cada uma:

Delegacia de Proteção dos Direitos da Mulher

Centro de Teresina Rua 24 de Janeiro, 500, Centro-Norte, Teresina-PI(86) 3222-2323Delegada: Maria Vilma Alves da Silva

Sudeste de Teresina Conj. Dirceu Arcoverde (por trás 8º DP), Teresina-PI(86) 3216-1572Delegada: Alexsandra de Sousa Alves da Silva

Norte de Teresina Rua Bom Jesus, s/n, Buenos Aires, Teresina-PI(86) 3225-4597Delegada: Cláudia Elisa Ribeiro Pinheiro

Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito Rua 24 de Janeiro, 500, Centro-Norte, Teresina-PI(86) 3216-5283Delegada: Luccy Keiko Leal Paraíba

Delegacia de Prevenção e Repressão a Entorpecentes Av. Henry Wall de Carvalho, s/n, Saci, Teresina-PI(86) 3216-5281Delegados: Francisco Samuel Lima Silveira e Adriana Maria Xavier Fontes Cunha

Delegacia de Polícia Interestadual – Polinter Quadra 192, Conj. Dirceu Arcoverde II, Teresina-PI(86) 3216-5306Delegados: Francisco das Chagas Santos Costa e Osvaldo Lemos de Oliveira

Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo (Deccoterc) Pç. Mal. Deodoro da Fonseca, s/n, Teresina-PI(86) 3216-9713Delegado: Roberto Carlos Sales da Silva

Delegacia de Proteção à Criança e ao AdolescenteRua Oto Tito, s/n, Redenção, Teresina-PI(86) 3216-2676Delegadas: Marcela Sousa Sampaio e Rejane Borges de Carvalho Piauilino

Delegacia de Segurança e Proteção ao Menor – DSPM Rua Oto Tito, s/n, Redenção, Teresina-PI(86) 3216-5288 e (86) 3216-5289Delegado: Armandino Pinto de Moura

Delegacia de Segurança e Proteção ao Idoso (DSPI) Rua 24 de Janeiro, 500, Centro-Norte, Teresina-PI(86) 3216-5251Delegada: Maria das Graças Barros de Moura

Delegacia dos Direitos Humanos Rua 24 de Janeiro, 500, Centro-Norte, Teresina-PI(86) 3216-5256Delegada: Ana Kátia Victor Esteves

Central de Flagrantes de Teresina Rua Coelho de Resende, s/n, Centro-Sul, Teresina-PI(86) 3216-5038 e (86) 3216-5042Delegada: Christiane Araújo Fonteles Vasconcelos

Delegacia de Homicídios Cj Morada Nova I, Morada Nova, Teresina-PI86 3216 5230Delegado: Francisco das Chagas Santos Costa

Grupo de Repressão ao Crime Organizado – Greco Avenida Gil Martins, s/n, Redenção, Teresina-PIDelegado/Coordenador: Willame Moraes Costa

Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática Rua Prata, 358, Piçarra, Teresina-PI86 3216 5275Delegado: Daniel Pires Ferreira

Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente Avenida Raul Lopes, Noivos, Teresina-PI(86) 3230 2025Delegada: Bruna Verena Brito do Rosário Fontenele

Instituto de Medicina Legal – IML Rua Francisca de Melo Lobo, s/n – Saci, Teresina – PI86 3220 7373Diretor: André Biodi Ferraz

CENTRAL DE ATENDIMENTO: A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 é um serviço que ouve e orienta mulheres sobre seus direitos, além de receber denúncias de violência, sugestões, reclamações, elogios e outros serviços. As atendentes têm treinamento especializado e são capacitadas em questões de gênero, legislação, políticas federais para as mulheres, informações sobre a violência contra a mulher e, principalmente, na forma de acolher e orientar nos procedimento a serem adotados na busca do serviço adequado.

O Ligue 180 também recebe e encaminha ligações sobre outros tipos de violência contra a mulher, como, por exemplo; Cárcere Privado, Exploração Sexual, e Violência Obstétrica. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive aos feriados. O 180 também pode ser acionado de 16 países com os quais o Brasil mantem convênio, para atender brasileiras que vivem no exterior.

Qualquer pessoa que precisar de informações ou quiser fazer uma denúncia de um relacionamento abusivo pode telefonar para o número 180. A ligação é gratuita e não é necessário se identificar. Em 2016, o Ligue 180 realizou mais 1,1 milhão de atendimentos, ou seja, 51% a mais do que os registros de 2015. Do total de atendimentos, 12,3% relatam violência, sendo a física em primeiro lugar (50,70%), seguida da violência psicológica (31,80%).

Fonte: Oito Meia

Foto destaque: reprodução

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