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Palocci é condenado a 12 anos de reclusão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato

Sentença do juiz Sérgio Moro saiu na manhã desta segunda-feira (26).


O juiz federal Sérgio Moro – responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância – condenou o ex-ministro Antonio Palocci as 12 anos e 2 meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A sentença é desta segunda-feira (26).

Reús

Além de Palocci, o ex-assessor dele, Branislav Kontic, o empresário Marcelo Odebrecht e outros 11 eram réus nesta ação penal. Eles respondiam por crimes como corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O processo

O processo apurava se Palocci recebeu propina para atuar em favor do Grupo Odebrecht, entre 2006 e 2013, interferindo em decisões tomadas pelo governo federal.

Palocci é acusado de intermediar propinas pagas pela Odebrecht ao Partido dos Trabalhadores (PT). Ex-executivos da empreiteira afirmaram que o codinome “Italiano”, que aparece em uma planilha ao lado de valores, fazia referência a Palocci. Ele nega ser o “Italiano”.

O ex ministro foi preso na 35ª fase da operação, batizada de Omertà e deflagrada no dia 26 de setembro de 2016. Atualmente, está detido no Paraná. Palocci foi denunciado uma vez por corrupção passiva e 19 vezes por lavagem de dinheiro.

Veja a lista completa dos réus e dos crimes:

  • Antonio Palocci – corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
  • Branislav Kontic – corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
  • Marcelo Odebrecht – corrupção ativa e lavagem de dinheiro;
  • Fernando Migliaccio da Silva – lavagem de dinheiro;
  • Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho – lavagem de dinheiro;
  • Luiz Eduardo da Rocha – lavagem de dinheiro;
  • Olivio Rodrigues Junior – lavagem de dinheiro;
  • Marcelo Rodrigues – lavagem de dinheiro;
  • Mônica Moura – lavagem de dinheiro e corrupção passiva;
  • João Santana – lavagem de dinheiro e corrupção passiva;
  • João Vaccari Neto – corrupção passiva;
  • João Ferraz – corrupção passiva;
  • Eduardo Musa – corrupção passiva;
  • Renato Duque – corrupção passiva.

Alegações finais

Nas alegações finais, a defesa de Palocci apontou inconsistências nas delações de ex-executivos da Odebrecht e pediu a absolvição do ex-ministro.

Já o MPF reforçou, nas alegações finais, o pedido de condenação de Palocci e dos outros réus

Fonte: G1

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