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Trotes prejudicam atendimento do SAMU de Picos

Para quem faz pode ser uma simples brincadeira, mas para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) os trotes representam uma grande perda de tempo, dinheiro e até vidas.

O SAMU 192 está disponível para a população em momentos de urgência e emergência médica e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. A ligação é gratuita e pode ser realizada por qualquer telefone fixo ou móvel.

O serviço reúne médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas, que podem prestar socorro em emergências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e de saúde mental para a população em qualquer lugar, seja na residência, local de trabalho ou vias públicas.

Após registrar cerca de 200 trotes por mês em anos anteriores e realizar campanhas educativas em escolas, o SAMU de Picos continua a sofrer com as falsas chamadas.

A transferência da regulação do serviço para a Central de Regulação do Estado, não coibiu o número de trotes, como explicou o coordenador do SAMU de Picos, Jackson Moura Martins.

“Recebemos algumas chamadas que quando chegamos ao endereço definimos como trote, pois muitas vezes não encontramos o solicitante. A maioria das pessoas que realizam os trotes inventam uma mentira para o médico regulador, que envia o socorro”, explicou o coordenador.

O principal prejuízo acarretado pelo trote é o aumento do tempo resposta, além do gasto de combustível e deslocamento da equipe. “No momento desse falso atendimento, pode acontecer uma ocorrência grave, e nossa ambulância está em busca do endereço repassado pelo autor do trote”, ressaltou Jackson.

Ainda de acordo com o coordenador o trabalho educativa continua, onde é explicado para a comunidade quando se deve acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

Você sabe em que casos se deve acionar o SAMU?

-Em casos de problemas cardiorrespiratórios.

– Em casos de intoxicação exógena ou envenenamento.

– Em casos de queimaduras graves.

– Na ocorrência de maus-tratos.

– Em trabalhos de parto em que haja risco de morte para a mãe e para o feto.

– Em casos de tentativas de suicídio.

– Em crises hipertensivas.

– Em casos de desmaios.

– Quando houver acidentes/traumas com vítimas.

– Em casos de afogamento ou engasgo.

– Em casos de choque elétrico.

– Em acidentes com produtos perigosos.

– Em casos de crise convulsiva.

– Na transferência inter-hospitalar de doentes graves.

Fonte: Picos 40 Graus

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