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USP vai votar proposta de limitar Sisu a 30% das vagas por dez anos, e adia meta de inclusão

Agora, cota de 50% de alunos da rede pública deverá ser atingida em 2021. Neste ano, pela primeira vez, todas unidades terão vagas no Sisu.


O Conselho Universitário (CO) da Universidade de São Paulo (USP) vai decidir na próxima terça-feira (4) se, pelos próximos dez anos, nenhum curso poderá ter mais que 30% das vagas selecionadas pela nota do Enem. O órgão também vai votar uma proposta de adiamento, de 2018 para 2021, da meta de ter 50% dos alunos oriundos de escola pública.

A expectativa era que, em 2018, 50% dos calouros de graduação fossem ex-alunos do ensino médio da rede pública. Porém, em 2017, esse número, apesar de ter crescido, ficou em 36,9%.

O CO é a instância máxima de decisão da USP, e é composto de professores, funcionários e estudantes. Entre as outras decisões previstas para a reunião desta terça está a confirmação da tabela de vagas do vestibular 2018 (esse é o terceiro ano em que uma parte das vagas será oferecida pelo Sistema de Seleção Unificada, o Sisu).

PROPOSTA EM VOTAÇÃO

A proposta que será votada na terça no CO prevê um sistema de cotas que vai considerar duas formas de ingresso: vestibular tradicional da Fuvest e Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que usa as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A adesão será progressiva:

2018 – 37% das vagas de cada unidade reservadas

2019 – 40% das vagas de cada curso de graduação

2020 – 45% das vagas em cada curso e turno

2021 – 50% das vagas em cada curso e turno

A proposta que será votada no CO não estabelece uma política de cotas raciais. Entretanto, dá opção para definir que possa haver reserva para alunos da rede pública que se autodeclarem pretos, pardos e indígenas.

De acordo com o documento, cada faculdade, escola ou instituto seguirá tendo autonomia para decidir quantas vagas destinará ao Sisu dentro do limite de 30%, e quantas em cada modalidade (ampla concorrência e cotas para alunos de escola pública, vinculada ou não à cota racial).

ADESÃO AO SISU EM TODAS UNIDADES

Desde que, em 2015, o Conselho Universitário aprovou que as unidades pudessem escolher aderir ou não ao Sisu, esse é o primeiro ano em que 100% das unidades aprovaram participar do sistema de seleção do MEC, segundo a assessoria de imprensa da Reitoria. Uma das últimas a aderir ao Sisu foi a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP): 50 das 175 vagas de medicina em 2018 serão selecionadas via Sisu/Enem, e 125 continuarão oferecidas pela Fuvest.

No ano passado, o segundo da USP no Sisu, apenas três unidades haviam ficado totalmente de fora: a FMUSP, o Instituto de Física (IF) e a Escola de Engenharia de São Carlos.

“Parece que o Inclusp (Programa de Inclusão Social), pelo que estavam mostrando ontem [na reunião], não estava conseguindo bater a meta. Então a questão é ampliar um pouco as possibilidades para estudantes de outras áreas do país, com o Enem. Com isso talvez a gente consiga bater a meta mais rapidamente e fazer a inclusão, os resgates sociais”, disse ao G1 o diretor da FMUSP, professor José Otávio Costa Auler Júnior.

Fonte: G1

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