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Vendas de carros seminovos impulsionam abertura de revendedoras em Picos


A compra e venda de automóveis novos e seminovos tem movimentado a economia de Picos. O fator que parece explicar este quadro é o grande número de revendedoras de veículos que já somam mais de 30 lojas e concessionárias que funcionam na cidade, sobretudo situadas em bairros específicos como Bomba, Catavento e Junco.

A reportagem do Jornal Folha Atual visitou algumas empresas de revendedoras de carros para verificar como estas têm conseguido se manterem ativas mesmo diante da crise que atinge a economia brasileira. A explicação apontada pelos empresários do segmento é que comprar um carro seminovo se tornou mais acessível devido o valor que é bem inferior aos novos e a política de financiamentos bancários.

Outras características elencadas são que a maioria dos veículos comercializados são oriundos de municípios da grande região de Picos com o objetivo de evitar fraudes e garantir ao consumidor qualidade, pois se conhece a procedência do bem. Além disso, o alcance de compradores tem abrangência regional  e inclue outros estados como Ceará, Maranhão e Pernambuco.

O proprietário da revendedora Leal Veículos, Antônio Moura Leal, que há 17 anos atua no segmento, enfatizou que diante da crise econômica as vendas sofreram uma redução, mas se mantém impulsionadas pela facilidade de compra.

 “O mercado aqueceu bastante, logo as facilidades de financiamento impulsionam as vendas. Quando eu comecei financiamento era algo restrito. O mercado está aí, muitas lojas abrindo e ocorrendo vendas. Bem é verdade que no atual momento não está acelerado, mas tem dado pra manter. O custo baixo do veículo também se torna um atrativo pra que os clientes optem pelo seminovo. Priorizamos vender carros de qualidade, de boa procedência me garantido vendas”, afirmou Antônio Moura Leal.

Antônio Moura Leal

Quem também possui opinião semelhante é o proprietário da revendedora Eduardo Veículos, Francisco Eduardo de Sá. Desde quando abiu as portas da loja em 2006, o empresário disse que as vendas nunca tinham sofrido tamanha recessão. Como parâmetro, ele utilizou a diminuição assustadora no número de fornecedores de 80 para 10.

“Apesar da abertura de novas lojas, a venda de carros seminovos caiu em torno de 80%.  Se você entrar nas lojas percebe-se que o movimento é pequeno para o investimento que é muito alto. Para se ter uma ideia eu tinha 80 fornecedores de carros e hoje eu tenho apenas 10, todos fecharam. As vendas elas se tornam melhores no período de outubro à janeiro”, frisou.

Mesmo diante da redução nas vendas de automóveis, a frequência de abertura de revendedoras de carros é frequente e aquecem o mercado e a concorrência. O reflexo é que os compradores tem maior oferta e não necessitam mais se deslocarem aos grandes centros.

Folha Atual

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