Com aula prática, estudantes da EE Júlia Gonçalves Passarinho banham São João no Rio Paraguai

Em Corumbá a festa junina tem cortejo de andores e batismo do santo nas águas do rio Paraguai. Essa é mais uma representação da diversidade cultural dos festejos de São João do Brasil.

Os estudantes protagonistas do 2º e 3º anos do Ensino Médio da Escola Estadual Júlia Gonçalves Passarinho, que oferta ensino em tempo integral, através do Programa “Escola da Autoria”, em Corumbá, levaram, no dia 23 de junho, São João em seu andor para ser banhado nas águas do Rio Paraguai, conforme tradição local.

Estudantes cultuam o tradicional banho de São Joao descendo a ladeira em Corumbá

“O banho de São João é uma festa tradicional de nossa cidade, que engloba cultura, história, questões geográficas e movimenta nosso setor financeiro, por isso englobamos a festividade em nosso calendário e currículo transversal, é uma festa, uma grande oportunidade de aprendizagem prática”, frisou a diretora Érica Oliveira.

Além dos Andores, cedidos pelos festeiros Carlos Diniz e Edilson Oliveira , a descida ao Porto Geral contou com a presença e participação do músico e professor Nery, da Academia Municipal de Musica Manoel Florêncio A Escola da Autoria JGP agradece à participação.

O Banho de São João

Andor de São João é banhado no Rio Paraguai

Em Corumbá (MS) a festa junina tem cortejo de andores e batismo do santo nas águas do rio Paraguai. Essa é mais uma representação da diversidade cultural dos festejos de São João do Brasil.

Nas margens do Rio Paraguai ocorre o cenário da maior festa junina do Mato Grosso do Sul e de um dos festejos sacro-profanos mais diferenciados do Brasil, o “Banho de São João”. A festa […] remonta às origens de Corumbá e, pela sua singularidade, foi incorporada ao Patrimônio Imaterial de Mato Grosso do Sul. O evento torna-se ainda mais especial por estar inserido na capital do Pantanal, Corumbá, a maior região alagada do planeta, Patrimônio Natural da Humanidade reconhecido pela Unesco como reserva da biosfera.

A zona portuária de Corumbá, que já é protegida por lei, transforma-se em um grande arraial pantaneiro. Os cururueiros e suas violas de cocho, outro Patrimônio Imaterial de Mato Grosso do Sul, dão o toque musical à festa, que também recebe influência da cultura boliviana. Tradições do São João brasileiro como as quadrilhas juninas e comidas típicas fazem parte do arraial de Corumbá.

A parte religiosa, entre outros rituais, tem novenário em família e mastro da bandeira. Os mais de 100 “festeiros” de Corumbá capricham na decoração dos andores e altares domésticos. Seguindo a tradição, as mulheres cuidam dos quitutes juninos e os homens preparam a fogueira. A grande procissão de São João é precedida de pequenas procissões em torno das casas e em volta da fogueira. Algumas famílias mantém o banho caseiro onde a imagem de São João é batizada em tanques e cisternas.

Na noite de São João a população e turistas atraídos pela festa ocupam as ruas do Porto Geral. A descida da ladeira se transforma num ritual secular que inclui passar por baixo dos andores, caminhar descalço e banhar as dezenas de imagens conduzidas pelas famílias até as margens do Paraguai.

Uma queima de fogos ilumina os céus de Corumbá anunciado a chegada do dia do santo que, segundo a Bíblia, teria batizado Jesus. Um dia para lavar a alma e festejar

nas águas que simbolizam a vida da cidade e a imensidão do Pantanal. Com informações, Ministério do Turismo.

Colaborou, coordenadora pedagógica Camila Cavalcante

Adersino Junior, SED Fotos: Divulgação

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